Os 25 anos do Rodrigo

Texto fresquinho do Rodrigo Ghedin, que só conheço a trabalho e virtualmente, mas que acaba de chegar aos 25 com ótimos planos e metas. E fazendo um trabalho de mestre em seu projeto, o  Gemind.

25

Ano passado escrevi que, nos 365 dias seguintes, a minha principal meta seria simplificar a vida. Comprar e gastar menos, doar e organizar mais, tirar mais tranquilidade dessa equação.

De certo modo, “empatei” aí. Doei livros, vendi (e continuo vendendo) coisas que reparo estarem sem uso por aqui, enveredei numas faxinas fenomenais em caixas velhas e… bem, fiz uma ou outra compra no período, mas colocando tudo na balança, acho que o saldo foi positivo. Não o financeiro… ah, você entendeu.

Também me comprometi a ter hábitos mais saudáveis, objetivo esse alcançado. Por fim, tinha o melhorar meu lado escritor, o que, bem ou mal, tento todos os dias, ainda que esse seja um processo de aprimoramento bastante irregular — por vezes me vejo como um cara realmente bom no que faço, mas sempre há momentos em que me pergunto se não estaria melhor carpindo data.

Algo que eu não previ, sequer pensava há um ano, é como eu estaria mais… vazio agora. De lá para cá perdi muitas coisas que não dá para “pegar”, vender ou doar. Todas essas perdas, em maior ou menor grau foram consentidas, porque em parte eu quis. Ainda me pego pensando, vez ou outra, se cada uma delas, algumas ainda hoje muito queridas, foram decisões acertadas. Nunca saberei, claro.

Se por um lado fica essa incerteza, por outro estar vazio me põe frente a uma folha em branco. Ainda não passei da primeira página, mas as possibilidades são ilimitadas. E, sim, tenho meus planos para 2012, mas esses eu só conto ano que vem.

Hoje, tenho no Gemind, o site de tecnologia onde concentro tudo o que aprendi em dez anos nisso, o que mais toma o meu tempo e dedicação. Com dois meses e meio no ar, o direcionamento que vem tomando, a comunidade que estamos criando em torno dele, o relacionamento com os leitores, o bom astral e competência da equipe… enfim, tudo, com exceção do fluxo de caixa, está funcionando de uma maneira tão boa, mas tão boa, que às vezes custo a acreditar.

Para meus 25, o objetivo maior é fazer o Gemind se sustentar sozinho. Estarei muitíssimo contente se, daqui a um ano, eu ter conseguido “apenas” essa realização. Já convenci-me de que gosto e quero viver da escrita; para fechar o pacote completo falta apenas consolidar o projeto mais legal do qual já participei.

No pessoal, além de manter os hábitos saudáveis, espero encontrar tempo e disposição para exercitar a mente. Ler mais livros, coisa que nos últimos dois anos negligenciei bastante — corro o risco de estar próximo da vergonhosa média nacional —, assistir a mais filmes, ouvir músicas diferentes — nisso o Spotify tem sido um grande aliado. Conhecer mais gente, ficar menos em casa. Aliás, eu tenho que sair mais, de verdade.

Apesar dos tropeços e do que ficou para trás, o ano que passou foi bom. Mas espero, mesmo, que o próximo seja diferente. Que seja melhor.

Publicado também aqui.

Quitando a minha dívida comigo mesma

Há cinco anos, o Pearl Jam veio ao Brasil pela primeira vez, e eu era uma universitária quebrada, morando em São Bernardo com os meus avós e fazendo a faxina semanal do apê (e outras tarefas) em troca de “casa, comida e roupa lavada” e do dinheiro do transporte e dos livros pra faculdade.

Resumindo, os R$70 da meia entrada (acho que era isso na época) me fariam muita falta. E desisti do show de uma das bandas mais representativas da minha adolescência.

Sim, me arrependi. Todos que foram ao show disseram que foi o melhor show da vida. Ouvi as gravações e dava vontade de chorar. Foi um dos poucos shows que quis muito ir e não fui – junto ao do Silverchair e dos Backstreet Boys. Em relação aos dois últimos, a vontade passou. Mas Pearl Jam não.

Fazia muito tempo que não ouvia os CDs da banda, e ela havia ficado um pouco para trás – até anunciarem o novo show esse ano, comemorando os 20 anos de formação. Dessa vez eu não perderia a oportunidade! Comprei os ingressos pra arquibancada azul.

Seriam dois dias de show, e eu iria no segundo (ontem). Ao ver a setlist tocada na quinta, me entristeci profundamente ao encontrar Black, já que nem sempre o Pearl Jam toca as clássicas nos dois dias. Corria o risco de não ouvir uma das músicas mais importantes da minha vida.

Fizemos a via-sacra dos ônibus para chegar ao Morumbi, e o começo do show foi meio decepcionante. Só tocaram Do The Evolution das minhas mais queridas. Aí veio Even Flow, e meu humor melhorou. Eddie Vedder agradeceu o público apaixonado, contou detalhes da carreira e da vinda ao Brasil em 2006, e foi bem emocionante. Então perguntou se o pessoal tinha tempo pra mais músicas, porque tocariam mais do que na noite anterior, para celebrar a imensidão de fãs presentes.

E foi quando veio a sequência matadora de clássicos, e sim, entre eles Black (com direito a choro e arrepios), Last Kiss, Once, Alive e Better Man. Showzasso, e a galera fervia na pista, como nunca vi antes.

Comprei os ingressos para quitar uma dívida antiga comigo mesma, e tapar um buraco da minha existência. Mas, mais que isso, revivi parte do meu passado que estava quieta e perdida, e reencontrei uma paixão, que não pretendo deixar de lado novamente.]

Tattooed all I see, all that I am, all that I’ll be.

Em menos de um mês

.. eu deveria ter que alterar o nome desse blog para “Aos Vinte e Seis”, mas depois de pensar um tanto no assunto, decidi manter o nome e o blog como estão.

Na verdade, não faz tanta diferença ter 25, 26, 27 ou 28 anos. Os 29 sim, esses devem ser mais diferentes e emocionantes, por serem a beirada dos 30.

Mas até lá tem chão. E mais 28 dias até os 26 🙂

O Primeiro Rock In Rio a Gente Não Esquece

Os ingressos se esgotaram antes de todos os artistas serem divulgados. Era em outra cidade. Estou quebrada. Esses foram os motivos que me fizeram desistir do Rock in Rio.

Eis que surge um concurso no trabalho e eu apareço nos trajes de Axl Rose.Não deu muito trabalho. Tinha as roupas em casa, alisei o cabelo. E o resultado foi  essa foto:

Axl &Slash

e um par de ingressos pro Rock in Rio, no dia que eu escolhi: 01/10 😀

Daí foram 7 horas para o Uno amarelo citrus chegar ao Rio, mais 3 horas de ónibus até a Cidade do Rock, e mais sei lá quanto tempo andando até ver a Coca-Cola gigante e saber que eu finalmente havia chegado!

Já estava no meio do show do Skank, que eu nem me importava muito em ver, mas acabou sendo bem legal, o pessoal todo contagiado. Foi bonito.

Mal deu tempo de conhecer a tal rua do Jazz, já precisei correr de volta ao Palco Mundo para ver um grande amor, Maná. Cantei até me despedaçar o coração, compartilhar meus lábios e viver sem ar, no melhor estilo dramalhão mexicano. Foi um show extremamente passional, com direito a aprender expressões idiomáticas e ouvir o querido Fher gritando “do caralho” (quase ao mesmo tempo que eu). No final, o vocalista fez embaixadinhas e desenrolou uma bandeira mestiça de México e Brasil.

Em seguida – e sem demorar muito, entrou no palco Maroon 5. Nessa hora eu já estava lá na frente, sentindo a pressão das massas, mas deu pra me mexer como Jagger e cantar as clássicas. Mas o melhor ainda estava por vir.

Nessa vida, já fui em muitos shows. No caso de Dave Matthews Band, Black Eyed Peas e agora Coldplay e Maná, fui duas vezes, e sabia o que esperar da banda mexicana. Porém, só vi o show intimista da trupe de Chris Martin, e não imaginava como seria vê-los tocar para as multidões.

Bom, resumindo: não tem como explicar. Música por música, eu sentia arrepiar cada pedaço do corpo – enquanto eu escrevo isso, sinto arrepiar novamente – e cantar junto não era suficiente. Dava pra sentir a paixão dos fãs em volta, e a galera entrou em êxtase. Chorei em The Scientist e chorei ainda mais em Fix You (música que tem história pra mim), e pude cantar Yellow, olhando nos olhos de quem merecia ouvir, e gritei em Politik, e questionei em Violet Hill, e éramos todos um só em Viva La Vida, In My Place e Clocks.

Pra sentir o gostinho:

ou ainda:

 

Não tocou Speed of Sound nem Shiver, é verdade. Mas eu cantei alto e claro. Você não se arrepia?

Que a nossa vida não seja um conto de fadas

Lendo um texto da Regina Navarro intitulado “A função perversa os contos de fada“, comecei a pensar nos clássicos Disney e na importância que tiveram na minha infância e no meu desenvolvimento pessoal – que é muita.

Como a Regina explica, as histórias da Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida mostram mulheres frágeis que precisam de um homem para serem salvas. E para Cinderela é ainda pior, porque o comportamento submisso dela é recompensado ao final (casar com o príncipe) e as mulheres da história desejam até a mutilação (cortar os pés) para que o sapato sirva. Qualquer coisa pra agradar o cara.

Pra minha sorte, nasci no meio da década de 80 e os meus desenhos preferidos são os da fase áurea da Disney, nos anos 90, e, portanto, mais modernos. Cresci querendo ser personagens muito mais interessantes, como a Bela (de A Bela e a Fera), que é apaixonada por livros, dá um fora no cara burro e gostosão e ainda faz o que bem entende mesmo com a Fera ameaçando isso e aquilo.

Jasmine era outra que cagou pras ordens do pai e foi namorar o mulambento super cool do mercado – em pleno reino islâmico! E ai de quem fosse tirar satisfações.

A Nala foi uma injustiçada em O Rei Leão: deu a maior lição de moral no mimado do Simba e sempre foi mais legal que ele, mas é ofuscada o filme todo. Devia ter tomado a Pedra do Rei.

Já a Ariel, de A Pequena Sereia, é uma mega decepção quando a gente para pra pensar. Tinha uma carreira promissora no coral do palácio e acabou sendo uma tonta que largou sua vida – e sua voz – pra ficar com um bocó que nem a reconheceu e não conseguia entender o que ela gesticulava. Faça-me o favor.

Ranking das princesas Disney mais e menos independentes

Depois vieram outras heroínas: Pocahontas, que tinha tudo pra dar certo, mas foi meio otária; Mulan, gênia e subversiva, que deixou todos os soldados no chinelo -puro Girl Power!

Tiana também curti, tinha um objetivo na cabeça – ter seu negócio, e não casar – e foi lá e fez. Super moderna, apesar da história se passar na “Old New Orleans”.

Tem muitas outras, mas paro a filosofia aqui. Pra nossa salvação, a cultura também se moderniza e nós mulheres poderemos crescer com mentes saudáveis e os homens terão parceiras cada vez mais interessantes. TODOS GANHA.

25 anos e desempregado

Aproveitando que o tema do meu blog são os 25 anos, publico a triste história do nosso companheiro de infância, Zé Gotinha, que foi afastado de seu cargo após duas décadas e meia  de trabalho intensivo com crianças de todo o país.

Aguentou choradeiras, gritos, histerismo, sempre nos tranquilizando e  enchendo nossos coraçõezinhos de paz e nossas línguas de vacinas salgadas. Ah, como era bom saber que iríamos encontrar sua doce figura nos postos de saúde pública (apesar de eu mesma nunca o ter encontrado 😦 )!

E agora, sem dó nem piedade, Zé Gotinha é descartado como uma embalagem velha, no auge de sua juventude. Quanta injustiça!

A notícia inteira você lê na Geek.

Amor parcelado

Em um post no Twitter, minha tia (@MyrianDauer) argumentou que, ao se presentear alguém com amor, evita-se o parcelamento. Parei pra pensar nisso e acho que não concordo.

Melhor do que amor à vista, é amor parcelado. É claro que é ótimo receber muito amor de uma vez só, mas mais gostoso ainda é recebê-lo todos os meses, ou todos os dias. Não é só bom, mas também necessário.

Grandes rompantes ou grandes demonstrações não valem muito se o relacionamento não for cuidado todo dia. Um beijo de bom dia, um telefonema à toa, no meio da tarde, um bilhetinho em cima do travesseiro à noite.

O amor nem precisa de grandes parcelas, mas sim que sejam contínuas. Assim você nunca para de receber de volta.

A pessoa que você quer ser

Você já parou pra pensar na pessoa que você quer ser?
Eu penso nisso quase todos os dias.

Gosto de ler a newsletter do site TinyBudda, que traz conselhos sobre paz, paciência e sobre como levar a vida de maneira mais tranquila, em termos de mente e espírito. Adoro ler novidades científicas a respeito de nutrição e estou sempre pensando em alternativas para ser mais saudável.

Mas, acima de tudo, gosto de ser uma pessoa melhor “pra fora”, não só “pra dentro”. Gosto de saber que o detergente que eu uso é  de uma empresa que respeita o meio ambiente, e que o shampoo que eu uso nunca foi testado em animais. Gosto de ser importante no meu trabalho e passar confiança pros clientes que eu atendo. Gosto de poder ajudar minha mãe financeiramente e fazer comida especial para as cachorras. Gosto de dar caronas, ser alguém que escuta e dá carinho.

Já pensou no que é importante pra você?

Amiga sonsa: todo mundo tem

Estou escrevendo esse post mais por desabafo que outra coisa. Provavelmente ele vai sair mal escrito, mas me perdoem. É o saco cheio falando.

É a hora que o veneno te enlouquece e transborda, e eu descobri que mais do que gente escrota e burguesinha, eu odeio gente sonsa.

No meu caso, só me deparei com garotas sonsas até agora. Este é um mau feminino?

E todo mundo tem a sua própria “amiga” sonsa. Que fica a melhor amiga do seu namorado. Que vem de voz mole pra conseguir atenção. Que pede ajuda quando não precisa.

Que pedem pro namorado da amiga ver se o cabelo dela está bonito, que se intitulam a “irmãzinha” do cara que está afim.

DEUS! DAI-ME PACIÊNCIA! (pra não escrever outra coisa)

E um bom pedaço de torta mil-folhas porque a dieta está acabando comigo. Sem mais.

 

PS: Pensando bem, eu ainda odeio mais os escrotinhos.

 

Das coisas boas dessa vida

Às vezes não é preciso muito pra mudar de humor. Esse é o meu caso, pro bem ou pro mal.

Qualquer porcaria me tira do sério, mas por sorte também volto a ficar bem logo. Em alguns minutos posso já estar recuperada de uma bela crise de stress.

Existem milhares de motivos pra deixar a gente doido da vida, mas vou passar esse post falando das coisas boas. Daquilo que pode mudar o nosso humor pro bem, rapidinho 🙂

Comigo algumas coisas são infalíveis:

Ficar deitada na grama, curtindo o sol em algum parque, só observando o resto do mundo passar;

Tomar banho à meia-luz (ou com velas no banheiro), usando um bom shampoo, esfoliante, sabonete artesanal etc. É perfeito para o fim de um dia cansativo;

Comer comida e chinesa, especialmente yakissoba e noodle soup. Descobri que não há jeito melhor e mais rápido de se sentir amado nesse mundo <3;

Preparar chocolate quente com Bailey’s, ou qualquer bebida quentinha. Outra bela maneira de ter certeza de que Deus existe;

Abraçar e ser abraçado. Caber nos braços de outra pessoa e se sentir bem é ter a certeza de que a vida vale a pena.